A Sara foi presidente da Câmara das Lajes do Pico, nos Açores, até Outubro último. E, nessa qualidade, nomeou chefe de gabinete seu marido, docente na Universidade de Évora. Sim, Évora, ali no Alentejo. Parece que ia aos Açores um ou outro fim-de-semana, o que é natural: ia ver a Sara. A senhora foi eleita pelo PSD, o que não é relevante. O Tribunal de Contas decidiu a devolução de cerca de 50 mil euros de remunerações auferidas pelo «chefe de gabinete», mas relevante mesmo é o «conceito» de «serviço público» do «capital humano» que circula no interior das estruturas partidárias.Tomás Vasques
Retirado do blog hojehaconquilhas
E confirmado pelo PúblicoSalvo se houver um desmentido, esta situação é uma verdadeira vergonha. O PSD deveria dar exemplo e tomar uma posição mais forte em relação à sua autarca. Para uns pode ser filosofia (não do Direito mas da Política). Para mim é uma questão de sentido de dever público (e não privado!).
Sexta-feira, Dezembro 11, 2009
PSD ou PS (neste caso é o PSD)... não vale tudo
Quinta-feira, Dezembro 10, 2009
Sábado, Dezembro 05, 2009
Falsas escutas de Vara e Sócrates
Chegou ao nosso mail, dois documentos digitalizados que, alegadamente, seriam as transcrições das escutas entre Armando Vara e José Sócrates. No entanto, reforçe-se o alegadamente. Porque, à vista de todos, estas escutas, que, aliás, já são do conhecimento da generalidade dos bloggers e jornais, são falsas. Porquê? Diz-nos o jornal i:
Face Oculta
Transcrição falsa das escutas a
Sócrates circula na net
por Adriano Nobre, Publicado em 05 de Dezembro de 2009 | Actualizado há 3 horasFonte da investigação diz ao i que não há transcrições das escutas. Apenas "sumários"Opções
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Tem um carimbo da Comarca do Baixo Vouga, uma referência aos Serviços do Ministério Público e a indicação "extracto da transcrição" com três datas: 30 de Junho, 19 de Agosto e 4 de Setembro. São, supostamente, transcrições das conversas telefónicas entre José Sócrates e Armando Vara, que tanta polémica geraram n as últimas semanas, no âmbito das "escutas" do processo Face Oculta. Circularam ontem pela internet, através de emails, blogues e redes sociais, transformando-se rapidamente no tema de conversa do dia. Mas sem fundamento: o documento é falso.José Sócrates esperava uma discussão sobre economia, mas o debate quinzenal no Parlamento ficou ontem marcado por escutas e espionagem políticaFilipe Casaca
Segundo fonte da investigação do processo Face Oculta contactada pelo i, a veracidade do documento que ontem circulou é logo desmontada pela base: ao contrário da ideia alimentada no discurso político das últimas semanas, as conversas entre José Sócrates e Armando Vara nunca terão sido transcritas na íntegra, tendo sido apenas alvo de sumários, resumos e descrições dos temas abordados nos telefonemas. Ou seja, seria impossível ter acesso a extractos das transcrições integrais das conversas, pelo simples facto de não existirem.
Para lá das questões relacionadas com a substância do documento, várias fontes judiciais desvalorizaram o assunto pela apresentação incorrecta: as transcrições oficiais de escutas são feitas em papel timbrado da PJ, não utilizam a expressão "transcrição da conversa" mas antes "sessão" e são apresentadas em folhas numeradas. Nenhum destes critérios é cumprido no documento que ontem circulou. Além disso, a própria forma como são apresentados os diálogos entre Sócrates e Vara levanta fortes dúvidas sobre a veracidade das conversas: o registo é demasiado formal e distante do registo habitual de uma conversa oral.
Contactada pelo i, fonte do gabinete do primeiro-ministro desvalorizou o tema: "Obviamente, não há qualquer comentário a fazer", respondeu. Até ao fecho desta edição, Armando Vara não esteve disponível para comentar estas "transcrições".
Do ponto de vista jurídico, a produção do documento falso, com recurso a carimbos do Ministério Público, levanta também questões sobre a possível prática de crimes de falsificação de documentos ou de crimes contra órgãos de soberania.
Ricardo Rodrigues
O deputado Ricardo Rodrigues
Ricardo Rodrigues promete ser um dos grandes animadores desta (curta) legislatura, tal o nível dos disparates que tem proferido. Hoje lembrou-se de vir com uma teoria da conspiração muito curiosa, que não lembrava nem ao mais criativo inventor de factos políticos. Segundo o deputado, Manuela Ferreira Leite já conhecia o teor das escutas entre José Sócrates e Armando Vara no mês de Junho. A lógica disparatada desta ideia justifica-se pela afirmação que Manuela Ferreira Leite fez em Junho passado, quando defendeu que José Sócrates mentiu quando disse que desconhecia o negócio entre a PT e a Media Capital. Esquece-se que muitos acusaram Sócrates de tal facto, inclusive uma notícia de primeira página do Expresso que nunca chegou a ser desmentida pelo PS.Em primeiro lugar temos de agradecer ao deputado ter confirmado que José Sócrates mentiu na Assembleia da República, facto esse que coloca Ricardo Rodrigues como o primeiro socialista a admitir que temos um PM mentiroso. Isso só lhe fica bem. Mas será que o deputado acredita mesmo que se essas escutas tivessem sido do conhecimento do PSD antes das eleições, elas não teriam acabado por chegar à Comunicação Social? Será que o deputado acredita que, num acto magnânimo, o PSD ignorou este verdadeiro escândalo do processo "face oculta" em plena campanha eleitoral? Há coisas que me espantam que sejam sequer suscitadas por deputados da nação. Esta é uma delas. Só posso concordar com o que diz o António Almeida: isto foi uma manobra de diversão. Ridícula e falhada, acrescento eu.
Sexta-feira, Novembro 27, 2009
Sábado, Novembro 21, 2009
Sábado, Outubro 31, 2009
Autárquicas 2009
Eleições autárquicas de 2009.
A nível local.
A 6 meses das eleições, se o PSD apresentasse exactamente os mesmos candidatos de há 4 anos, corria a suspeita de que talvez não ganhasse. Seria, desta vez, finalmente na opinião de dos socialistas, que o PS lá chegaria.
O que se passou é que o PSD não apresentou exactamente os mesmos. Uma mudança, e uma mudança significativa. Duarte Silveira renunciou ao seu mandato, (como afirmou, por razões pessoais) e como tal e porque certamente não quereria, não foi o candidato pelo Partido. Mesmo que quisesse, a opinião última, sempre defendi, cabe aos militantes, nem que seja para nos responsabilizar pela escolha que fazemos.
Julgo tratar-se de uma mudança significativa porque há a mudança de rosto, mudança não só de estilo de liderança mas também de visão.
Aires Reis, entrou para concluir os 6 meses de mandato, e, foi o escolhido pelos militantes (que o elegeram para a CPC) para se candidatar pelo PSD. Uma escolha natural, lógica e que eu via como a melhor. Tem experiência (o que é, no seu caso, uma vantagem, não um defeito), conhece bem o estado da Autarquia, sabe o que é necessário fazer, transmite segurança a quem trabalha na Câmara e a quem vive no Concelho. Além do mais, facto que as pessoas nem sempre vêm, é um político inteligente. Não tenham dúvidas disso. A sua escolha é uma escolha na continuidade (porque está ligado à gestão da autarquia, embora não como Presidente) e simultaneamente uma escolha que tem uma visão para a Calheta. Há uma fase que foi iniciada em mandatos anteriores que tem de ser concluída, e que é fundamental (concluir acessos a casas de quem precisa, embora não se resuma a isso), e há uma outra fase que eu diria que cabe bem no slogan "Calheta com futuro", slogan interessante mas que com um fundo branco só transmite vazio de ideias e propostas. Ora bem, aí o eleito Presidente da Câmara pode intervir. Acho muito interessante conceber um plano estratégico a longo prazo para o desenvolvimento da Calheta, neste caso freguesia (desculpem as restantes, mas é a freguesia onde cresci e vivo (vivi?)e sobre a qual tenho maiores referências).
É preciso não só pensar no dia de hoje e de amanhã sem sabermos para onde queremos ir. Avultado, megalómono e imaginário, dirão alguns. Bom, é um projecto que envolve todos os parceiros, públicos e privados. Só assim se conseguirá concretizar o plano. Envolve Governo Regional (que concerteza quererá o fracasso deste plano), Município (que quererá a sua concretização), Juntas de Freguesia (porque todas saírão beneficiadas com a dinamização da sede do Concelho - para não dizer coração do Concelho, por forma a não ferir sensibilidades) e, muito importante, os privados. Que não fiquem à sombra dos dinheiros públicos e que invistam, injectem dinheiro criando riqueza, emprego e dinâmica.
Pelo que ouvi da campanha, pouco presencialmente, mas mais por relatos, o PSD fez uma boa campanha, limpa, transparente e séria. Mostrou o que queria para as freguesias e para o Concelho e não entrou nem em histerismos nem desesperos de última hora. Não gastou fortunas também na distribuição de brindes partidários. Não fundou um jornal que de independente tem pouco e cujo financiamento tenho as maiores dúvidas (até porque o seu Director é Director da Santa Catarina, empresa detida pelo Governo Regional...), como não andou a promover mega jantares todos os fins-de-semana, como não tinha uma carrinha (como o PS), estacionada, todo o santo dia, no cais, numa zona de grande movimentação, como não andou, além do mais, via Governo Regional, a distribuir paletes de cimento que em S.Jorge, nunca se viram em tamanhas quantidades como agora, como não andou a prometer empregos na Câmara e a fazer chantagem com a hipótese de abertura do Fumeiro de Santo Antão, depois de nas reuniões de Câmara alertarem para o excesso de funcionários. Ah, também o PSD não andou a reboque do PS relativo ao projecto de requalificação da orla frente marítima da Calheta. O arquitecto, bem que deve ter tido algumas insónias só para concluir o projecto socialista, à última encomendado. Existem mais razões para recusar o voto no PS? ou mesmo para censurar os socialistas por este tipo de comportamentos?
Vamos às freguesias:
Calheta: Tó Viegas e a sua equipa, (nomeadamente o sr. João Gabriel e a sra. Luísa Santo) tiveram uma grandíssima vitória. Aumentou o número de votos em relação a 2005 (também pelo aumento de recenseados), embora a distância em relação ao PS tenha encurtado. Facto normalíssimo. Em 2009, convenhamos, o candidato, politicamente (e só), era um pouco melhor - ou pelo menos devia ser (embora, já se sabe que candidatos empurrados pela cúpula nunca dão bons resultados)! Julgo que esta vitória permitirá ao Tó pensar em voos mais altos, se ele assim o quiser. No entanto, devagar, com cautela, sem demasiados entusiasmos. A prudência é uma virtude. Uma nota digna de registo e que nada tem de pessoal: por 1 voto o PSD conseguiu ultrapassar o PS no nº de votos para a Câmara. Deve-se a todos quanto no PSD votaram. Desde Leovigildo que o PSD não ganhava na sede de concelho. Um sinal de mudança muito importante. Nem que seja apenas psicológica.
Ribeira Seca: Enorme vitória moral (e política) do Décio Pereira. Uma chapada de luva branca nos cobardes que lançam boatos, insinuações, calúnias e difamações. Com esses sou implacável e até o meu maior inimigo teria a minha solidariedade. Não é este o caso, em relação à primeira parte. O que se passou na Ribeira Seca é algo que envergonha todos os seus cidadãos. E deve envergonhar qualquer força política pelo nível baixo e nojento a que se chegou. Não estou a imputar responsabilidades a nenhuma força política, muito menos ao PS. O que estou a dizer é que os Partidos devem estar juntos no combate a estas atitudes cobardes, baixas e sem rosto. Além do mais, quem fez essa carta revela pouca inteligência, para não dizer nenhuma! Não tem dois dedos de testa. Se queria prejudicar alguém, teve o efeito contrário. Que continue no seu buraco e não saia mais de lá.
Além da grande vitória do Décio (que, no entanto, não deve ser lida no mesmo sentido que a do Tó, por muitas razões que podem ser lidas neste blog recuando alguns post’s atrás), a Ribeira Seca deu uma grande vitória à Câmara. Justa, a meu ver. Nunca se invistiu tanto como nos últimos quatro anos nesta freguesia. Não reconhecê-lo, seria um sinal de hipocrisia.
A escolha do PS revelou-se, mortal. As pessoas já não compreendem nem aceitam vira-casacas (do PSD, Independente, e PS...). Para a próxima, o PS que seja menos oportunista - "critica o defendia, e chega mesmo a defender o que criticava”
Norte Pequeno: desolação. É a palavra que me vem à cabeça. Foi uma pena pensar que alguém que deu tudo à freguesia, José Pedro, teve agora uma derrota destas. Não me vou alongar sobre uma realidade que desconheço, mas por 2 votos se perdeu uma Junta. Veremos agora o que vai acontecer. Julgo, pelo que me transmitiram, que o Norte se vai arrepender da escolha que fez, dentro de muito pouco tempo.
Santo Antão: Grande vitória em toda a linha. Grande parte do mérito, diga-se, pertence ao Tony Aguiar. Ele tem feito um grande trabalho na freguesia e honra o PSD por isso. Esta vitória lembra-nos que todos são necessários no PSD. Mesmo que nem sempre estejamos no mesmo lado. A freguesia continuará a ter um excelente autarca que pode, se bem acompanhado, ir mais longe. Com tempo, com calma, com prudência.
Topo: Vitória à justa, mas, se calhar, por isso mais saborosa! Os vira casacas vêm nesta vitória um alerta para deixarem de ser oportunistas ou, pelo menos, parecerem não sê-lo. Jorge Miguel está sem dúvida de parabéns porque conseguiu aguentar uma Junta que estava dividida e sobre a qual existiam dúvidas de que continuasse a ser PSD. A equipa, renovada com a entrada do Emanuel (JSD), sentirá, no entanto, a falta de um elemento de grande valor e por quem tenho as maiores estimas: a Sara Marques (uma vez mais incansável nesta campanha - e, acima de tudo, alguém leal e com grande espírito de sacrifício).
Portanto, resumindo e concluindo: 4, das 5 Juntas, continuam nossas. A equipa da Câmara irá dar continuidade à boa impressão que demonstrou nos 6 meses em que Aires Reis esteve à frente da autarquia. Nas listas figuraram novos valores e jovens valores. Isso é muito importante. É assim que se preparam os novos rostos do PSD.

(O gráfico contém a comparação entre o nº de votos de 2005 e 2009 para a Câmara Municipal da Calheta - o acréscimo de votos em ambas as forças políticas justifica-se devido ao facto dos cadernos eleitorais terem aumentado em relação às últimas autárquicas)
Uma nota sobre as Velas: estou longe de tudo o que se passou. Em parte acredito que tenha havido menor organização. No entanto, são pecados capitais não existirem candidatos a 2 das 6 Juntas das Velas. Isso é mortal. As populações não perdoam, como se viu. Que sirva de lição para o futuro. O que disse há um ano atrás, acerca das regionais, mantém-se. As Velas precisam de reflectir e pensar o que querem para o futuro.
Se se justificar, voltarei a este tema.
A nível local.
A 6 meses das eleições, se o PSD apresentasse exactamente os mesmos candidatos de há 4 anos, corria a suspeita de que talvez não ganhasse. Seria, desta vez, finalmente na opinião de dos socialistas, que o PS lá chegaria.
O que se passou é que o PSD não apresentou exactamente os mesmos. Uma mudança, e uma mudança significativa. Duarte Silveira renunciou ao seu mandato, (como afirmou, por razões pessoais) e como tal e porque certamente não quereria, não foi o candidato pelo Partido. Mesmo que quisesse, a opinião última, sempre defendi, cabe aos militantes, nem que seja para nos responsabilizar pela escolha que fazemos.
Julgo tratar-se de uma mudança significativa porque há a mudança de rosto, mudança não só de estilo de liderança mas também de visão.
Aires Reis, entrou para concluir os 6 meses de mandato, e, foi o escolhido pelos militantes (que o elegeram para a CPC) para se candidatar pelo PSD. Uma escolha natural, lógica e que eu via como a melhor. Tem experiência (o que é, no seu caso, uma vantagem, não um defeito), conhece bem o estado da Autarquia, sabe o que é necessário fazer, transmite segurança a quem trabalha na Câmara e a quem vive no Concelho. Além do mais, facto que as pessoas nem sempre vêm, é um político inteligente. Não tenham dúvidas disso. A sua escolha é uma escolha na continuidade (porque está ligado à gestão da autarquia, embora não como Presidente) e simultaneamente uma escolha que tem uma visão para a Calheta. Há uma fase que foi iniciada em mandatos anteriores que tem de ser concluída, e que é fundamental (concluir acessos a casas de quem precisa, embora não se resuma a isso), e há uma outra fase que eu diria que cabe bem no slogan "Calheta com futuro", slogan interessante mas que com um fundo branco só transmite vazio de ideias e propostas. Ora bem, aí o eleito Presidente da Câmara pode intervir. Acho muito interessante conceber um plano estratégico a longo prazo para o desenvolvimento da Calheta, neste caso freguesia (desculpem as restantes, mas é a freguesia onde cresci e vivo (vivi?)e sobre a qual tenho maiores referências).
É preciso não só pensar no dia de hoje e de amanhã sem sabermos para onde queremos ir. Avultado, megalómono e imaginário, dirão alguns. Bom, é um projecto que envolve todos os parceiros, públicos e privados. Só assim se conseguirá concretizar o plano. Envolve Governo Regional (que concerteza quererá o fracasso deste plano), Município (que quererá a sua concretização), Juntas de Freguesia (porque todas saírão beneficiadas com a dinamização da sede do Concelho - para não dizer coração do Concelho, por forma a não ferir sensibilidades) e, muito importante, os privados. Que não fiquem à sombra dos dinheiros públicos e que invistam, injectem dinheiro criando riqueza, emprego e dinâmica.
Pelo que ouvi da campanha, pouco presencialmente, mas mais por relatos, o PSD fez uma boa campanha, limpa, transparente e séria. Mostrou o que queria para as freguesias e para o Concelho e não entrou nem em histerismos nem desesperos de última hora. Não gastou fortunas também na distribuição de brindes partidários. Não fundou um jornal que de independente tem pouco e cujo financiamento tenho as maiores dúvidas (até porque o seu Director é Director da Santa Catarina, empresa detida pelo Governo Regional...), como não andou a promover mega jantares todos os fins-de-semana, como não tinha uma carrinha (como o PS), estacionada, todo o santo dia, no cais, numa zona de grande movimentação, como não andou, além do mais, via Governo Regional, a distribuir paletes de cimento que em S.Jorge, nunca se viram em tamanhas quantidades como agora, como não andou a prometer empregos na Câmara e a fazer chantagem com a hipótese de abertura do Fumeiro de Santo Antão, depois de nas reuniões de Câmara alertarem para o excesso de funcionários. Ah, também o PSD não andou a reboque do PS relativo ao projecto de requalificação da orla frente marítima da Calheta. O arquitecto, bem que deve ter tido algumas insónias só para concluir o projecto socialista, à última encomendado. Existem mais razões para recusar o voto no PS? ou mesmo para censurar os socialistas por este tipo de comportamentos?
Vamos às freguesias:
Calheta: Tó Viegas e a sua equipa, (nomeadamente o sr. João Gabriel e a sra. Luísa Santo) tiveram uma grandíssima vitória. Aumentou o número de votos em relação a 2005 (também pelo aumento de recenseados), embora a distância em relação ao PS tenha encurtado. Facto normalíssimo. Em 2009, convenhamos, o candidato, politicamente (e só), era um pouco melhor - ou pelo menos devia ser (embora, já se sabe que candidatos empurrados pela cúpula nunca dão bons resultados)! Julgo que esta vitória permitirá ao Tó pensar em voos mais altos, se ele assim o quiser. No entanto, devagar, com cautela, sem demasiados entusiasmos. A prudência é uma virtude. Uma nota digna de registo e que nada tem de pessoal: por 1 voto o PSD conseguiu ultrapassar o PS no nº de votos para a Câmara. Deve-se a todos quanto no PSD votaram. Desde Leovigildo que o PSD não ganhava na sede de concelho. Um sinal de mudança muito importante. Nem que seja apenas psicológica.
Ribeira Seca: Enorme vitória moral (e política) do Décio Pereira. Uma chapada de luva branca nos cobardes que lançam boatos, insinuações, calúnias e difamações. Com esses sou implacável e até o meu maior inimigo teria a minha solidariedade. Não é este o caso, em relação à primeira parte. O que se passou na Ribeira Seca é algo que envergonha todos os seus cidadãos. E deve envergonhar qualquer força política pelo nível baixo e nojento a que se chegou. Não estou a imputar responsabilidades a nenhuma força política, muito menos ao PS. O que estou a dizer é que os Partidos devem estar juntos no combate a estas atitudes cobardes, baixas e sem rosto. Além do mais, quem fez essa carta revela pouca inteligência, para não dizer nenhuma! Não tem dois dedos de testa. Se queria prejudicar alguém, teve o efeito contrário. Que continue no seu buraco e não saia mais de lá.
Além da grande vitória do Décio (que, no entanto, não deve ser lida no mesmo sentido que a do Tó, por muitas razões que podem ser lidas neste blog recuando alguns post’s atrás), a Ribeira Seca deu uma grande vitória à Câmara. Justa, a meu ver. Nunca se invistiu tanto como nos últimos quatro anos nesta freguesia. Não reconhecê-lo, seria um sinal de hipocrisia.
A escolha do PS revelou-se, mortal. As pessoas já não compreendem nem aceitam vira-casacas (do PSD, Independente, e PS...). Para a próxima, o PS que seja menos oportunista - "critica o defendia, e chega mesmo a defender o que criticava”
Norte Pequeno: desolação. É a palavra que me vem à cabeça. Foi uma pena pensar que alguém que deu tudo à freguesia, José Pedro, teve agora uma derrota destas. Não me vou alongar sobre uma realidade que desconheço, mas por 2 votos se perdeu uma Junta. Veremos agora o que vai acontecer. Julgo, pelo que me transmitiram, que o Norte se vai arrepender da escolha que fez, dentro de muito pouco tempo.
Santo Antão: Grande vitória em toda a linha. Grande parte do mérito, diga-se, pertence ao Tony Aguiar. Ele tem feito um grande trabalho na freguesia e honra o PSD por isso. Esta vitória lembra-nos que todos são necessários no PSD. Mesmo que nem sempre estejamos no mesmo lado. A freguesia continuará a ter um excelente autarca que pode, se bem acompanhado, ir mais longe. Com tempo, com calma, com prudência.
Topo: Vitória à justa, mas, se calhar, por isso mais saborosa! Os vira casacas vêm nesta vitória um alerta para deixarem de ser oportunistas ou, pelo menos, parecerem não sê-lo. Jorge Miguel está sem dúvida de parabéns porque conseguiu aguentar uma Junta que estava dividida e sobre a qual existiam dúvidas de que continuasse a ser PSD. A equipa, renovada com a entrada do Emanuel (JSD), sentirá, no entanto, a falta de um elemento de grande valor e por quem tenho as maiores estimas: a Sara Marques (uma vez mais incansável nesta campanha - e, acima de tudo, alguém leal e com grande espírito de sacrifício).
Portanto, resumindo e concluindo: 4, das 5 Juntas, continuam nossas. A equipa da Câmara irá dar continuidade à boa impressão que demonstrou nos 6 meses em que Aires Reis esteve à frente da autarquia. Nas listas figuraram novos valores e jovens valores. Isso é muito importante. É assim que se preparam os novos rostos do PSD.

(O gráfico contém a comparação entre o nº de votos de 2005 e 2009 para a Câmara Municipal da Calheta - o acréscimo de votos em ambas as forças políticas justifica-se devido ao facto dos cadernos eleitorais terem aumentado em relação às últimas autárquicas)
Uma nota sobre as Velas: estou longe de tudo o que se passou. Em parte acredito que tenha havido menor organização. No entanto, são pecados capitais não existirem candidatos a 2 das 6 Juntas das Velas. Isso é mortal. As populações não perdoam, como se viu. Que sirva de lição para o futuro. O que disse há um ano atrás, acerca das regionais, mantém-se. As Velas precisam de reflectir e pensar o que querem para o futuro.
Se se justificar, voltarei a este tema.
Quarta-feira, Outubro 28, 2009
Quem és tu miúda?
Apesar de David Fonseca estar a lançar um novo álbum (o cantor é dos meus favoritos), mais tarde colocarei um single dele. Para já, coloco aqui uma música que tem rodado muito na rádio e que acho engraçada.
Segunda-feira, Outubro 26, 2009
Tomada de posse XVIII Governo Constitucional
"Não me movo por cálculos políticos. É a consciência que me interpela todos os dias no exercício das minhas funções. Os cargos públicos são efémeros, mas o carácter dos homens é duradouro. Não são os cargos que definem a nossa personalidade, mas aquilo que somos em tudo aquilo que fazemos."
Excerto do discurso do Presidente da República, Cavaco Silva, na tomada de posse do XVIII Governo Constitucional.
(sublinhados meus)
(Não cheguei a falar sobre o caso das escutas depois de ouvir o PR na sua anterior intervenção dedicada ao assunto; não me esqueci).
Quarta-feira, Outubro 21, 2009
Vi, fugazmente, no telejornal parte do vídeo que aqui coloco. Uma verdadeira prova de lealdade e amizade.
Não há grandes palavras a dizer. É verdadeiramente tocante.
Não só os leões, mas outros animais, como por exemplo os cães, desenvolvem verdadeiros instintos sentimentais, por vezes, muito, muito superiores aos sentimentos dos humanos. A nobreza dos sentimentos como a amizade e a lealdade valem tudo. A recordação também. E há animais que os têm. Seres humanos que não.
Não só os leões, mas outros animais, como por exemplo os cães, desenvolvem verdadeiros instintos sentimentais, por vezes, muito, muito superiores aos sentimentos dos humanos. A nobreza dos sentimentos como a amizade e a lealdade valem tudo. A recordação também. E há animais que os têm. Seres humanos que não.
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