sábado, janeiro 10, 2009

Compra da conserveira de S. Jorge formalizada dia 20

Quarta-Feira, dia 07 de Janeiro de 2009 às 23:05

As escrituras de aquisição pelo Governo dos Açores, através da empresa de lotas, Lotaçor, do capital social das empresas “Stª Catarina – Indústria Conserveira, SA” e “Companha – Sociedade Pesqueira, Lda”, ambas sediadas no concelho de Calheta, têm assinatura agenda para dia 20.

Segundo o vice-presidente do Governo, a aquisição das duas empresas terá um valor financeiro “simbólico, fruto da assumpção por parte da Região de todo o activo e passivo” respectivos.

Na sequência do processo de compra, foi convocada para dia 30, a Assembleia-Geral da empresa que vai eleger os novos órgãos sociais e definir a nova estratégia de recuperação, prevendo-se o reinício pleno da actividade da fábrica de Santa Catarina na primeira quinzena de Fevereiro, indicou Sérgio Ávila.

Garantiu, também, que vai ser “regularizada a situação laboral dos trabalhadores mantendo todos os postos de trabalho”.

Segundo acrescentou, “já decorrem negociações com entidades financiadoras por forma a podermos, o mais cedo possível, reestruturar o passivo da empresa e dotá-la de uma nova estratégia que, a breve trecho, vai permitir a sua viabilidade económico-financeira”.

A retoma da actividade da empresa em Fevereiro prevê, ainda, um novo acordo de fornecimento de matérias-primas e subsidiárias, “também em negociação neste momento e uma nova estratégia comercial e de promoção dos produtos da empresa”, explicou.

Para Sérgio Ávila, a recuperação da Santa Catarina e a “inevitável intervenção do Executivo açoriano têm um carácter excepcional no contexto da intervenção da Administração Regional no sector empresarial”.

A aquisição das empresas “Stª Catarina – Indústria Conserveira, SA.” e “Companha – Sociedade Pesqueira, Lda.” justifica-se pelas graves consequências económicas e sociais que o encerramento destas iria provocar na ilha de S. Jorge e na Região, nomeadamente “a redução da capacidade de exportação da economia regional, a concentração quase monopolista deste sector de actividade e o aumento muito significativo do desemprego numa ilha que deve beneficiar de políticas especiais de coesão”, insistiu.

Sérgio Ávila garantiu, ainda, que além da manutenção de mais de uma centena de postos de trabalho, a recuperação da empresa de conservas de Santa Catarina “representa uma oportunidade de negócio economicamente viável e potenciadora de importantes contributos nos mercados regional, nacional e internacional, pretendendo o Governo dos Açores, após a recuperação económica e financeira da empresa, voltar a alienar a sua participação pública, tal como aconteceu no passado em relação à aquisição e venda da participação da Lotaçor no capital social da Cofaco, SA”,

Rádio Lumena

Na sequência da notícia que aqui (em 27 Nov. 2008 - tou com dificuldade em linkar o post) referenciámos, é natural que alguma coisa tinha de acontecer. Fico mais satisfeito e descansado com o facto dos postos dos trabalhadores e a sua situação laboral ficar regularizada, com a mudança de patrão. Passa a ser o Governo, através da Lotaçor em vez de ser o Grupo Leovigildo, a gerir a Sta. Catarina. Não é a melhor solução (a melhor seria um grupo privado, competente e interessado na exploração da Fábrica), mas é a possível, até porque tenho por princípio que o Governo não deve imoscuir-se na vida das empresas em condições normais, princípio que não se aplica neste caso, dado a grave situação que em caso de falência a Fábrica poderia provocar. O governo salvou uma empresa, e fê-lo, neste caso, repito, dada a grave situação, bem.
Agora, o que gostava de saber (e se já se sabe, agradeço que me elucidem), é:

  • O que significa, em termos de valores concretos, a "a aquisição das duas empresas terá um valor financeiro “simbólico, fruto da assumpção por parte da Região de todo o activo e passivo” respectivos. Isto é e simplificando: quais foram os encargos para a aquisição destas empresas?
Apenas por curiosidade...

sábado, janeiro 03, 2009

O que realmente interessa

Notícia Correio da Manhã

Investigação: Fontes hidrotermais profundas

Mar dos Açores: o segredo da origem da vida

Não dispomos de uma máquina do tempo que nos permita saber tudo sobre a origem da vida. Para animais e plantas, sobretudo para as que têm partes duras, temos o registo fóssil, mas para os primeiros microrganismos, seres unicelulares, não é tão simples obter pistas.

Pouco nos dizem como seria o ancestral comum a todos os seres vivos, que se crê ser um organismo amante do calor como as arqueas hipertermófilas (microrganismos unicelulares que, à semelhança das bactérias, não têm núcleo), que vivem nas fontes hidrotermais submarinas. Os cientistas acreditam que pelo estudo da vida nestas estruturas, que se encontram nas hidrotermais açorianas, se possa explicar a origem e evolução da vida na Terra.

As fontes hidrotermais localizam-se nas zonas de rifte, fossas tectónicas com centenas ou milhares de quilómetros de extensão na forma de um vale alongado com fundo plano. São o resultado dos movimentos combinados de falhas geológicas paralelas ou quase paralelas na planície oceânica, onde se regista um vulcanismo activo.

Actualmente, são conhecidas nos Açores cinco fontes hidrotermais (‘Lucky Strike’, descoberta em 1992, ‘Menez Gwen’, em 1994, ‘Rainbow’, em 1997, ‘Saldanha’, em 1998 e ‘Ewan’, em 2006), todas elas localizadas a sul do arquipélago açoriano, e a serem alvo de estudos científicos.

NA MIRA DA MEDICINA

Um dos objectivos da investigação científica nas fontes hidrotermais de profundidade é encontrar respostas para sectores como a Medicina e a indústria farmacêutica, que procuram descobrir propriedades anticancerígenas nesses organismos, que sobrevivem em condições extremas (libertação de gases e temperaturas elevadas). Ao adaptarem-se às condições dessas fontes, bactérias e outros organismos podem ter desenvolvido moléculas úteis à Medicina ou à indústria. Na biotecnologia, as fontes hidrotermais do mar profundo são vistas como um mundo admirável...

NOTAS

ROV 'LUSO'

O único equipamento português de prospecção do fundo do mar foi recentemente comprado pelo Ministério da Defesa. O ROV ‘Luso’ pode atingir os 6000 metros.

'ALVIN'

O submersível ‘Alvin’, da Infremer, que em 1979 mergulhou pela primeira vez no rifte dos Galápagos em busca de fontes hidrotermais, tem sido um dos mais activos nos Açores.

DORSAL MÉDIA OCEÂNICA

Nos locais onde as placas tectónicas divergem, produz-se novo fundo do mar. Quando as placas se afastam, criam um rifte (abertura). O magma ascende do manto através do rifte, formando vulcões e criando uma cadeia montanhosa submarina, chamada dorsal média oceânica.

ONDE É

A Dorsal Média Atlântica, a mais longa do mundo e fica no ponto onde as placas Eurásia e Africana estão a divergir da placa Norte-americana e Sul-americana. Estende-se por 16 mil quilómetros desde o oceano Árctico até depois da extremidade sul da África. É equidistante dos continentes que estão de ambos os lados do Atlântico e ergue-se 2000-4000 metros acima do fundo do mar. Uma cadeia de vulcões percorre a sua extensão, nomeadamente na Islândia, onde uma erupção em 1963 criou uma nova ilha vulcânica, Surtsey. A ilha de Ascenção e os Açores ficam sobre a dorsal.

COMO ACONTECE

1. A água do mar penetra na crosta terrestre através das falhas que se abrem à medida que o fundo se expande, penetrando vários quilómetros na crusta recém-formada.

2. A água fria reage com a rocha quente perto do depósito de magma atingindo 350-400º centígrados.

3. Sobreaquecida, a água dissolve minerais das rochas por onde passa, incluindo enxofre, que forma ácido sulfídrico.

4. A água quente ascende através das fendas e é expelida pelas fontes sob a forma de névoa quente cheia de minerais.


A VIDA A MAIS DE 300º C

Aquecida pelo magma a água dissolve os minerais das rochas. Quando sai pelas fontes, é arrefecida pelo mar e faz os minerais separarem-se e formar algo parecido com nuvens de fumo, brancas (sílica e anidrite, um mineral branco) ou negras (partículas de sulfureto); outros minerais depositam-se e formam chaminés, que podem crescer 30 cm por dia.

Apesar da alta temperatura, muitos seres ali vivem, sem luz solar, com destaque para os vermes tubiformes. Podem ter dois metros de comprimento e a espessura de um braço humano. Não tem boca nem intestino. Tem dentro de uma bolsa corporal um órgão chamado trofosoma, cheio de aglomerados de bactérias.

As plumas branquiais carmesim do verme, que saem de um tubo rígido profundamente enterrado em fendas para se manterem na vertical, recolhem sulfuretos da água das fontes e as bactérias (que chegam a representar mais de metade do peso do corpo) usam-nos para produzir matéria orgânica, que o verme absorve.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Fim 2008


E de repetente... 2009. Como o cliché: "o tempo passa muito depressa", volta a ser recordado nesta altura. E é tão verdadeira esta sensação.

Farei o balanço deste ano que passou um pouco mais tarde.

E os desejos para 2009: que seja, pelo menos, o melhor de 2008. A nível pessoal (onde se inclui família, amigos...), na Faculdade, e a nível político (até porque existirão 3 actos eleitorais e suspeito que darão muito que falar...)

Um excelente ano a todos os nossos leitores, e à Raquel :)

Ponto final em 2008!

terça-feira, dezembro 23, 2008

Natal


A todos um Feliz Natal e que o ano de 2009 seja repleto de bons momentos!

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Deolinda



Para todos os casados, apaixonados, "apanhados", "in love" :)
Mais uma música do grupo "Deolinda". Tema: "Clandestino"

sábado, dezembro 13, 2008

Para rir...II

A teoria do Gato Flutuante é a soma de duas outras teorias.

Ora:

Teoria nº1

Segundo Murphy, quando se manda um gato ao ar, ele cai sempre de pé.

Teoria nº2

Segundo Murphy, quando se lança uma torrada com manteiga de um dos lados, essa face é sempre a que cai voltada para o chão

Teoria do Gato Flutuante

Se se puser manteiga nas costas do gato e o lançarmos ao ar, ele não poderá cair de costas por causa da primeira lei e não poderá cair de pé por causa da segunda lei.

Assim, o gato irá flutuar.

Falta uma semana para a estudantada regressar a São Jorge... :)

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Para rir...

...e descontrair um bocadinho :)

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Francisco Sá Carneiro

Faz hoje, dia 4 de Dezembro, 38 anos desde a morte de Sá Carneiro no atentado (ou acidente) de Camarate.
Quem o conhecia, e quem leu o seu legado dizia que se tratava de um grande homem, com uma visão para o futuro, com coragem, determinação e o carisma necessários para levar Portugal mais longe. A sua afirmação no Partido não se deu sem controvérsia. Fundou o PPD depois PSD, liderou, saíu, voltou, formou governo com a AD (juntamento com Freitas do Amaral do CDS e Ribeiro Telles do PPM)... e quando partiu para um comício do Porto, morreu, juntamente com Adelino Amaro da Costa (ministro da defesa), com a sua companheira Snu Abecassis (companheira dela, mesmo depois de não estar ainda o seu divórcio formalizado, o que suscitou grandes críticas e preconceitos da sociedade portuguesa), morreu com o piloto e co-piloto.

O PSD, como o blog PPTO diz, ainda hoje está órfão de pai.
O PSD/Açores denunciou hoje que a SATA pretende encerrar a loja de vendas em Velas, ilha de São Jorge, o que está causar "grande apreensão" na população.
Em requerimento enviado à Assembleia Legislativa dos Açores, o deputado social-democrata Mark Marques referiu que esta medida "é mais uma para contribuir para o esvaziamento de serviços nesta ilha e neste concelho".
"Considerando que já não bastava fecharem serviços de Segurança Social nas casas do povo, fecharem cooperativas, quererem fechar postos de saúde e quererem fechar escolas, agora também nos querem retirar a loja de vendas da SATA sedeada na vila das Velas", afirmou.
O parlamentar do PSD/Açores salientou que a loja, em funcionamento há 25 anos, "atende milhares de pessoas ao longo do ano, prestando um serviço de proximidade a toda a população que aqui reside bem como aos que nos visitam".
Rádio Lumena

E é assim que o Governo combate a desertificação. Gostaria de ouvir as explicações dos deputados do PS sobre este assunto. De certeza que antes das eleições não diriam que iam fechar mais um serviço regional.
Vai-se matando aos poucos as freguesias, deslocando, extinguindo serviços, escolas, postos de saúde... Gostava de saber se o combate à desertificação consta, ou não, da agenda do PS. É que se não consta, se calhar, é melhor fechar já tudo porque a ilha, com esta lógica, não tem futuro!

Fábrica de Conservas de São Jorge Santa Catarina suspende laboração

Quinta-Feira, dia 27 de Novembro de 2008 às 11:00

A Fábrica de Conservas Santa Catarina, suspendeu a sua laboração.

Empregando actualmente oitenta mulheres, a fábrica de conservas da ilha de São Jorge enfrenta dificuldades financeiras, além do que não conseguiu obter o empréstimo bancário necessário para continuar a laborar.

Os responsáveis da Fábrica de Conservas de Santa Catarina aguar5dam, agora, uma intervenção do Governo Regional.

Já se admite que o executivo açoriano venha a participar no capital social da empresa da ilha de São Jorge.

Esta fábrica de conservas foi reactivada há doze anos por iniciativa da Câmara Municipal da Calheta e apresenta-se como o mais importante pólo de emprego deste concelho da ilha de São Jorge.

No Verão de 2007, a fábrica de conservas de Santa Catarina anunciou o aumento da frota e, na altura, o presidente do Governo dos Açores considerou que "onde há arrojo, consciência do risco calculado e empresários que olham em frente e para o futuro" é possível um desenvolvimento assente não apenas no investimento público.

Carlos César prestava declarações aos jornalistas depois de receber, em audiência, em Ponta Delgada, o empresário José Leovegildo Azevedo, que apresentou ao presidente do Governo os projectos que o grupo empresarial de São Jorge tinha em carteira para áreas como as pescas e as indústrias transformadores.

De entre esses projectos, o destaque foi para a aposta no aumento da frota pesqueira afecta à fábrica de conservas Santa Catarina, de uma para três embarcações.

Rádio Lumena

Esta é uma situação grave!

Deixar 80 pessoas sem trabalho, mesmo que temporariamente, é um assunto que merece a preocupação de todos. Não me vou alongar muito na matéria tendo em conta a delicadeza do tema, mas uma coisa não se faz: é brincar com o trabalho das pessoas.

Eu não trabalho, mas não posso ficar indiferente em relação a estas pessoas que não tèm outro ganho de sustento.